Cronologia
 

PARTE I

  • 1545: Duarte Coelho Pereira, em expedição aos sertões do Rio São Francisco, descobre a Ipueira na qual surgiria mais tarde a cidade de Chique-Chique.
  • 1575: O fidalgo Francisco Garcia Dias d’Ávila torna-se proprietário da margem esquerda do Rio São Francisco. Cria a “Casa da Torre”.
  • 1652: Antônio Guedes de Brito, outro fidalgo português, torna-se proprietário da margem direita do Rio São Francisco. Cria a “Casa da Ponte”.
  • 1690: Dona Inácia Araújo Pereira, viúva de Garcia d’Ávila, faz a doação da Ilha do Miradouro ao patrimônio da Senhora Santa Ana.
  • 1690: O desbravador Belchior Dias constrói o caminho “Estrada de Dona Joana”, que distava doze quilômetros e meio da atual sede municipal, ao norte de Nova Iguira.
  • 1690: Surge a povoação de Ilha do Miradouro, o primeiro povoado organizado do atual município de Chique-Chique, com capela construída e dedicada à imagem da Senhora de Santa Ana.
  • 1695: Theobaldo José Pires de Carvalho, um português chegado ao sertão com sua família, estabelece a Fazenda Praia.
  • 1700: Nasce ao lado da Fazenda Praia o arraial de Chique-Chique, ao lado da Ipueira.
  • 1714: O arraial de Chique-Chique tem sua capela dedicada ao Senhor do Bonfim e Bom Jesus pelo arcebispo da Bahia, D. Sebastião Monteiro da Vide e se torna Freguesia.
  • 1735: A índia Felícia, aprisionada por vaqueiros da Fazenda Praia na Fazenda Saco dos Bois, casa-se com o branco português Alberto Pires de Carvalho e os dois vão residir na Fazenda Tiririca, tendo 24 filhos que dão origem a Cidade de Itaguaçu da Bahia.
  • 6 de julho de 1832:O Conselho Provincial da Bahia assina decreto criando o Município e a Vila de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique.
  • 23 de outubro de 1834: É instalado o Município e a Vila de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, por ordem do Conselho Provincial da Bahia; a Câmara Municipal de Santo Antonio do Urubu de Cima (Paratinga) é quem procede à instalação.
  • 1837: Ocorrem grandes enchentes no Rio São Francisco.
  • 8 de outubro de 1838: Criada a Guarda Nacional no município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique.
  • 1840: Inicia-se a ocupação da região das caatingas do vasto município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique e várias fazendas são estabelecidas . Fazendas Canabrava do Gonçalo, Olho D’água do Gonçalo e Riacho de Areia de Venceslau Pereira Machado, Gonçalo José dos Santos e Raimundo Pereira da Rocha, procedentes da Fazenda São Domingos, povoado de São José do Torneado, deste mesmo município, ou seja da Serra do Assuruá.
  • 1842: Toma posse como Juiz Municipal e Delegado de Polícia de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique o Bacharel em Direito Dr. João Maurício Wanderley, que ficaria nos cargos até 1844 quando foi transferido para Santo Amaro da Purificação.
  • 7 de outubro de 1843: Ato da presidência da Província da Bahia separa a Justiça de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique da Justiça de Barra.
  • 10 de outubro de 1845: Informam-se que os limites do município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique são os seguintes: a Oeste o Rio São Francisco; a Leste a Vereda do Jacaré (ou Vereda Romão Gramacho); rio acima até 24 léguas; rio abaixo até 25 léguas.
  • 1843: Registram-se grandes enchentes no Rio São Francisco.
  • 18 de novembro de 1846: A Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique denuncia ao prelado diocesano as imoralidades praticadas pelo Padre Joaquim José dos Santos, vigário da Freguesia da Matriz local.
  • 1848: Acontecem as primeiras crises políticas e a violência na Vila e Município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique; em anos posteriores os problemas reaparecem.
  • 12 de janeiro de 1849: A Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique comunica ao senhor presidente da Província da Bahia a conclusão das obras de restauração do templo da Igreja Matriz do Senhor do Bonfim e do abrigo onde funciona a própria Câmara Municipal e a Cadeia Pública.
  • 1851 – 1852 e 1853: Ocorre um período de seca terrível em todo o sertão da Província da Bahia.
  • 1855: Torna-se presidente da Província da Bahia o Dr. João Maurício Wanderley, filho de Barra, que fora Juiz Municipal e Delegado de Polícia em Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique entre 1842 e 1844.
  • 1857:  Registra a aposentadoria do Professor Antonio Mendes da Costa, único da Vila de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique; o mesmo era também vereador à Câmara Municipal local.
  • 14 de dezembro de 1857: Decreto provincial cria a Comarca de 1ª Entrância de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique.
  • 21 de maio de 1858: Presta juramento e toma posse o Juiz de Direito da Comarca de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique Dr. José Antonio da Rocha Viana, nomeado por decreto de 12 de abril de 1858.
  • 11 de janeiro de 1859: O presidente da Província da Bahia comunica à Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique ter concedido licença à Cia. Metalúrgica do Assuruá para explorar ouro e outros metais preciosos, por um período de 30 anos, neste município.
  • 1860: O sertão da Bahia enfrenta uma terrível seca.
  • 29 de setembro de 1860: O município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique reclama em ofício ao senhor presidente da Província da Bahia que se sente ludibriado em seus interesses pelo município de Barra quanto ao usufruto das ilhas do Rio São Francisco.
  • 16 de janeiro de 1865: A Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique encaminha ofício a Sua Majestade Dom Pedro II pelos enlaces matrimoniais de suas filhas Princesas Isabel e Leopoldina, que se casaram com o Conde D’eu e Duque de Saye, respectivamente.
  • 1869 – 1870: Crise política e violência no município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique;
  • 1870 - começa no município de Chique-Chique o Período Áureo da Borracha de Maniçoba, que ensejou a muita gente local e de fora ganhar dinheiro, aumentando a população do município; dentre os milhares de imigrantes estão os senhores José Teixeira Braga (vindo de Remanso) e Manoel Feliciano dos Santos(vindo de Pindobassu), que fixaram residência em Tiririca e ali criaram raízes familiares;
  • 1871: Assume o cargo de Promotor de Justiça da Comarca de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique o Bacharel em Direito Dr. Luís Viana, recém-formado na Faculdade de Direito do Recife; permanece na Comarca até 1880.
  • 1873: Continua a onda de crise política e a violência no município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique; os problemas ocorrem na Sede e no interior do município.
  • 18 de outubro de 1877: O Partido Liberal (Pedra) e o Partido Conservador (Marrão) entram em luta pela disputa do poder em Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique, que chega a ter duas câmaras municipais; a Câmara Municipal integrada por vereadores do Partido Liberal chega a funcionar na Ilha do Miradouro!
  • 1886: A crise política que atinge o município de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique há alguns anos chega ao seu ponto máximo com o incêndio proposital de sua Câmara Municipal!
  • 31 de maio de 1888: A Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique felicita a Princesa Isabel por sua arrojada decisão de promulgar a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, que dava liberdade total aos escravos do Brasil!
  • 25 de fevereiro de 1889: A Câmara Municipal de Senhor do Bonfim e Bom Jesus de Chique-Chique encaminha mensagem de pesar pelo falecimento do Dr. João Maurício Wanderley, Barão de Cotegipe, cujo féretroocorreu no Rio de Janeiro, Capital Imperial do Brasil; o Dr. João Maurício Wanderley começara sua longa carreira de homem público em Chique-Chique em 1842 como Juiz Municipal e Delegado de Polícia.

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